Exame de ressonância das mamas: quando é indicado?

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A ressonância magnética das mamas representa um exame de imagem complementar que oferece alta precisão na visualização das estruturas mamárias. Por meio desse exame, médicos conseguem avaliar alterações que outros métodos, como a mamografia e o ultrassom, podem não identificar com clareza.

Nos últimos anos, o protocolo de saúde pública no Brasil passou a incluir a ressonância mamária como opção em casos específicos. Isso tem gerado dúvidas sobre sua real indicação, frequência e acesso. Ao longo deste artigo, você encontrará as informações necessárias para compreender quando esse exame é recomendado, como ele funciona e o que mudou nas diretrizes oficiais.

O que é a ressonância magnética das mamas?

A ressonância magnética das mamas utiliza um campo magnético e ondas de radiofrequência para gerar imagens detalhadas do tecido mamário. O exame é realizado com o auxílio de contraste intravenoso, que permite observar com maior clareza possíveis alterações.

Diferente da mamografia, que usa radiação, e do ultrassom, que se baseia em ondas sonoras, a ressonância não emite radiação e oferece imagens com alto nível de detalhamento. Por isso, médicos costumam indicar o exame como método complementar quando desejam investigar alterações suspeitas ou quando a densidade mamária dificulta a leitura da mamografia.

Além disso, o exame também contribui para o planejamento cirúrgico em casos já diagnosticados, auxiliando na avaliação da extensão da doença.

Quando a ressonância das mamas é indicada?

A ressonância magnética das mamas não se aplica a todos os casos. Ela possui indicações específicas e geralmente se destina a pacientes com maior risco ou necessidades clínicas particulares.

Veja em quais situações os médicos costumam indicar esse exame:

  • Mulheres com mutações genéticas associadas ao câncer de mama, como BRCA1 ou BRCA2.
  • Pacientes com histórico familiar significativo de câncer de mama ou ovário.
  • Mulheres com mamas densas, que dificultam a detecção de alterações na mamografia.
  • Casos em que a mamografia ou o ultrassom mostram achados inconclusivos.
  • Acompanhamento de próteses mamárias, principalmente para verificar rupturas.
  • Avaliação da resposta ao tratamento em pacientes com diagnóstico confirmado.
  • Planejamento cirúrgico em casos de câncer de mama já identificado.

Dessa forma, a ressonância não substitui os exames tradicionais, mas contribui para uma investigação mais completa, conforme a necessidade clínica apresentada.

Novo protocolo do SUS e diretrizes atuais

Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) atualizou as diretrizes para o cuidado com a saúde mamária e passou a incluir a ressonância magnética das mamas como exame complementar em determinados casos. Essa atualização contempla pacientes com risco elevado, como aquelas com histórico genético ou familiar de câncer de mama.

Com a mudança, a rede pública passou a considerar a ressonância como parte do acompanhamento para grupos específicos, respeitando as orientações médicas e a avaliação individual de cada caso. Embora o exame continue restrito a indicações específicas, essa inclusão representa um avanço no acesso ao diagnóstico por imagem no país.

Além disso, centros médicos vêm adotando protocolos de ressonância mais ágeis, com exames de menor duração, o que facilita o atendimento e reduz o desconforto para a paciente. No entanto, mesmo com inovações no procedimento, o critério clínico permanece como base para a indicação do exame.

A ressonância substitui a mamografia?

A ressonância magnética das mamas não substitui a mamografia. Os dois exames se complementam e, em muitos casos, a ressonância só entra como recurso adicional quando a mamografia não oferece informações suficientes.

A mamografia continua sendo o exame padrão para rastreamento de câncer de mama em mulheres a partir de 40 anos, especialmente na ausência de fatores de risco elevados. Os médicos utilizam a ressonância de forma complementar, principalmente quando precisam investigar uma situação com mais detalhes

Por essa razão, o acompanhamento médico regular continua necessário para definir qual exame se aplica melhor a cada paciente. Nenhum exame deve ser escolhido de forma isolada, sem avaliação especializada.

Como é feito o exame e o que esperar?

O exame de ressonância magnética das mamas ocorre em ambiente controlado, com a paciente deitada de bruços, em uma maca que se move para dentro do equipamento. Durante o procedimento, o profissional administra um contraste por via intravenosa, que realça as estruturas internas das mamas.

O exame costuma durar entre 20 e 40 minutos, dependendo do protocolo adotado. Para maior conforto, muitos serviços oferecem protetores auriculares ou fones com música ambiente.

Antes do exame, a paciente deve seguir orientações específicas, que podem incluir jejum leve e suspensão de determinados medicamentos. Pessoas com marca-passo ou dispositivos metálicos devem informar à equipe, já que isso pode contraindicar o procedimento.

Apesar da complexidade do equipamento, a realização do exame é indolor. A equipe técnica permanece em contato com a paciente durante todo o processo, garantindo segurança e orientação.

Conclusão

A ressonância magnética das mamas representa um recurso valioso na investigação e no acompanhamento de alterações mamárias, especialmente quando outros exames não oferecem informações suficientes. Ainda que não substitua a mamografia, ela amplia as possibilidades de diagnóstico em casos específicos e contribui para decisões médicas mais seguras.

Com as recentes atualizações nos protocolos de saúde, o acesso ao exame se tornou mais claro para mulheres com risco elevado, reforçando a importância do acompanhamento individualizado. Por essa razão, consultar um profissional da saúde continua sendo o passo mais indicado para avaliar a necessidade da ressonância e escolher o melhor caminho de cuidado.

Cuidar da saúde das mamas exige atenção contínua, informação clara e acesso aos exames adequados. Ao compreender quando e por que realizar cada exame, a paciente fortalece seu processo de autocuidado com consciência e responsabilidade.

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